segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quais são as 7 ferramentas básicas da Qualidade?

Frequentemente, nos deparamos entre a necessidade de solucionar um problema rapidamente e a necessidade de se evitar a ocorrência de outros problemas futuros.

Embora estes caminhos, muitas vezes, pareçam ser distintos e conflitantes entre si, eles não precisam ser.

A utilização das sete ferramentas básicas do controle da qualidade facilita o processo de gestão da qualidade, permitindo uma otimização dos resultados do sistema de gestão.

Por isso, a utilização destas ferramentas é de grande valor para sistemas de gestão da qualidade baseados na norma ISO 9001.

 
Devidamente aplicadas, estas ferramentas podem levar a:

• Elevação dos níveis de qualidade;
• Diminuição do custo, com produtos e processos mais uniformes;
• Minimizar o prejuízo para a sociedade;
• Projetos mais robustos;
• Melhor cooperação em todos os níveis da organização e
• Soluções planejadas em contraposição a soluções advindas de opiniões.

Estas ferramentas são:

 Fluxograma;
 Diagrama Ishikawa (Espinha de Peixe);
 Folhas de Verificação;
 Diagramas de Pareto;
 Histogramas;
 Diagrama de Dispersão;
 Cartas de Controle:
  – Dados por variáveis
  - Dados por atributos

Para conhecer um pouco mais sobre estas ferramentas, acesse o link abaixo:


Treinamento Rápido de Vendas - Telemarketing de Qualidade

Vejam um exemplo de como recursos simples de neurolinguistica podem ajudar os operadores nas áreas de vendas.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Expansão da Consciência - Reflexões de Qualidade!

Eis aqui parte de um diálogo extraído do livro: Conversando com Deus

... O Senhor está dizendo que todos os eventos ruins que nos acontecem foram escolhidos por nós? Quer dizer que até mesmo as calamidades e os desastres mundiais são, em algum nível, criados por nós para que possamos "experimentar o oposto de Quem Somos"? E se for assim, não há um modo menos doloroso, para nós mesmos e para os outros, de criar oportunidades de nos experimentarmos?

Não, nem todas as coisas que lhes acontecem e que chamam de ruins são escolha de vocês. Não no sentido consciente - que é aquele ao qual você se refere. Todas elas são criações suas.

Vocês estão sempre envolvidos no processo de criar. Em todos os momentos. Todos os minutos. Todos os dias. Como podem criar, veremos mais tarde. Por enquanto, aceite apenas a Minha palavra: vocês são uma grande máquina criadora e produzem uma nova manifestação tão veloz quanto o pensamento.

Ocorrências, condições, situações - tudo isso é criado pela consciência. A consciência individual é muito poderosa. Podem imaginar o tipo de energia criativa que é liberada quando duas ou mais pessoas se reúnem em Meu nome. E a consciência das massas? É tão poderosa que pode criar ocorrências e situações de importância e conseqüências mundiais.

Não seria certo dizer - não no modo a que você se refere que vocês escolhem essas conseqüências. Não as escolhem mais do que Eu as escolho. Como Eu, vocês as observam.
 
E decidem Quem São com referência a elas. Contudo, não há vítimas e nem algozes no mundo. E você tampouco é uma vítima das escolhas dos outros.
Em algum nível todos vocês criaram o que dizem que detestam - e portanto, o escolheram.

Esse é um nível avançado de pensamento que todos os Mestres atingem mais cedo ou mais tarde. Porque é apenas quando eles aceitam a responsabilidade por tudo é que podem ter o poder de mudar parte disso. Enquanto você nutrir a idéia de que há algo ou alguém "fazendo isso" com você, não terá o poder de fazer nada a respeito. Somente quando disser "eu fiz isso" poderá ter o poder de mudá-lo.

É muito mais fácil você mudar o que está fazendo do que mudar o que os outros estão fazendo.

O primeiro passo para mudar qualquer coisa é saber e aceitar que você escolheu que ela fosse o que é. Se não puder aceitar isso em um nível pessoal, admita-o através de sua compreensão de que Nós somos todos Um. Tente então criar mudança não porque algo está errado, mas porque não é mais uma afirmação exata de Quem Você É.

Há apenas um motivo para fazer alguma coisa: uma afirmação para o universo de Quem Você É.

Usada desse modo, a vida passa a criar o Eu. Você a usa para criar o seu Eu como Quem Você É, e Quem Sempre Desejou Ser.

Também há apenas um motivo para desfazer alguma coisa: ela não ser mais uma afirmação de Quem Você Deseja Ser, não o refletir, não o representar.

Se você quiser ser corretamente representado, deve tentar mudar tudo em sua vida que não se encaixa na imagem que deseja projetar na eternidade.

No sentido mais amplo, todos os eventos "ruins" que acontecem são da sua escolha. O erro não é escolhê-los, mas chamá-los de ruins. Porque ao fazer isso, você chama o seu Eu de ruim, já que os criou.

Esse rótulo você não pode aceitar; portanto, em vez de rotular o seu Eu como ruim, nega as suas próprias criações. É essa desonestidade intelectual e espiritual que o deixa aceitar um mundo em tais condições. Se você tivesse de aceitar - ou pelo menos tivesse uma forte sensação interior de responsabilidade pessoal pelo mundo este seria um lugar muito diferente. Sem dúvida seria, se todos se sentissem responsáveis. Por ser tão óbvio é que esse fato se torna tão doloroso e irônico.

As calamidades e os desastres naturais do mundo - seus tornados e furacões, vulcões e enchentes - desordens físicas - não são especificamente criações suas. O que você cria é o grau em que esses eventos afetam a sua vida.

Há eventos no universo que nenhum vôo da imaginação poderia afirmar que você provocou ou criou.

Esses eventos foram criados pela consciência combinada do homem. Todo o mundo, criando junto, produz essas experiências. O que cada um de vocês faz individualmente é passar por elas, decidindo o que significam para vocês - se é que têm algum significado – e Quem e O Que Vocês São em relação a elas.

Portanto, vocês criam coletiva e individualmente a vida e os tempos que estão experimentando, e o objetivo é a evolução da alma.

Você perguntou se há um modo menos doloroso de passar por esse processo - e a resposta é sim. Contudo, nada em sua experiência exterior terá mudado. O modo de diminuir o sofrimento que você associa às experiências e ocorrências terrenas - tanto as suas como as das outras pessoas - é mudar o modo de vê-Ias.

Você não pode mudar o evento exterior (porque foi criado por todos vocês, e não é suficientemente maduro em sua consciência para alterar individualmente o que foi criado coletivamente), por isso deve mudar a experiência interior. Esse é o caminho para o completo controle na vida.

Nada é em si doloroso. O sofrimento resulta do pensamento errôneo. É um erro no modo de pensar.
Um mestre pode acabar com a dor mais intensa. Desse modo, o Mestre cura.

O sofrimento resulta de um julgamento que você fez sobre uma coisa. Elimine o julgamento e o sofrimento desaparecerá.

O julgamento freqüentemente se baseia na experiência anterior. Sua idéia sobre uma situação se origina de uma idéia anterior sobre ela. Sua idéia anterior resulta de uma idéia ainda mais anterior - e essa idéia de outra, e assim por diante, como um bloco de edifícios, até você voltar por todo o caminho até a sala de espelhos, ao que Eu chamo de primeiro pensamento.

Todo pensamento é criativo, e nenhum pensamento é mais poderoso do que o original.

É por essa razão que às vezes ele também é chamado de pecado original. O pecado original ocorre quando o seu primeiro pensamento sobre alguma situação é errôneo.

O erro é então cometido muitas vezes, sempre que você tem um segundo ou terceiro pensamento em relação a ela. É trabalho do Espírito Santo inspirá-lo a ter novas compreensões que podem livrá-lo de seus erros...

Parte do texto de Neale Donald Walsch em seu livro Conversando com Deus.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Conversando com Deus - Dialogo de qualidade sobre assumir a sua responsabilidade perante o mundo. Você sabe quem você realmente é?

Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de sete livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros.


 
Os livros contam a história de quando, no pior momento de sua vida, Walsch fez a Deus algumas perguntas bem difíceis. Dentro de cada um de nós há uma voz que fala a verdade. As respostas que ele recebeu de Deus se tornaram a base de um livro internacionalmente reconhecido, que já vendeu mais de 7 milhões de cópias em 34 idiomas.

Estes livros se enquadram perfeitamente na categoria auto-ajuda, a começar pelo subtítulo "um diálogo sobre os maiores problemas que afligem a humanidade".

Numa primeira olhada, ele é paternalista e didático. Ele leva duas páginas pra dizer que nós temos o potencial divino e que precisamos da aceitação do Quem Você É, antes de mais nada, para começar a manifestá-lo. É interessante esta questão para mim pois está é a questão principal a trabalhar na minha personalidade e a conexão com a minha essência.

Neste livro você vai encontrar amplo material pra rever seus conceitos, se trabalhar e meditar sobre como você tem agido até então. Quando li um certo trecho, imediatamente o selecionei pra publicá-lo aqui, porque está totalmente no espírito do blog, que é o da desconstrução da realidade e o enfoque na sua responsabilidade perante o mundo.


Algumas reflexões: O quanto nós somos influenciados por terceiros? O quanto compramos de idéias prontas, pré-concebidas, verdadeiros dogmas científicos, sociais e religiosos?

Nós esperamos que outros nos digam como devemos nos comportar, nos vestir, o que dizer, como amar, etc. Mas, e quanto a nós? O quanto ouvimos nossos próprios pensamentos, nossa personalidade mais íntima, o nosso EU? O quanto prestamos atenção ao que REALMENTE SÃO as outras pessoas, e às consequências de nossas próprias atitudes?


Vamos então ao trecho do livro, que nos fala da idéia de "certo" ou "errado" que nos é imposta:

Não há nada de "errado" em coisa alguma. "Errado" é um termo relativo, que indica o oposto do que você chama de "certo". Contudo, o que é "certo"? Você pode ser realmente objetivo no que diz respeito a essas questões? Ou "certo" e "errado" são apenas descrições suas de ocorrências e circunstâncias, a partir do que decide sobre elas?

E, peço que me diga, o que forma a base de sua decisão? Sua própria experiência? Não. Na maioria dos casos, você escolheu aceitar a decisão de outra pessoa. Alguém que veio antes de você e, presumivelmente, sabe mais. Raras de suas decisões diárias a respeito do que é "certo" e "errado" são tiradas por você, baseadas em sua interpretação. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de questões importantes. De fato, quanto mais importante é a questão, menos você tenderá a prestar atenção à sua própria experiência, e mais tenderá a tornar as ideias de outras pessoas suas próprias.

Isso explica porque você renunciou a praticamente todo o controle de certas áreas de sua vida, e certas questões que surgem dentro da experiência humana. Essas áreas e questões muito frequentemente incluem os temas mais vitais para a sua alma: a natureza de Deus e da verdadeira moralidade; a questão da realidade máxima; os problemas da vida e da morte que cercam uma guerra, a medicina, o aborto, a eutanásia, todos os valores pessoais, todas as estruturas e julgamentos. Isso a maioria de vocês anulou, transferiu para outras pessoas.

Vocês não querem tomar as suas próprias decisões a esse respeito.

"Outra pessoa que decida! Eu concordarei! Eu concordarei!", brada você. "Alguém me diga o que é certo e errado!" A propósito, é por esse motivo que as religiões humanas são tão populares. Não importa muito qual seja o sistema de crença, desde que seja rígido, coerente e corresponda claramente à expectativa do seguidor. Devido a essas características, você pode encontrar pessoas que acreditam em quase tudo. A conduta e a crença mais estranhas podem ser - têm sido - atribuídas a Deus. E a vontade de Deus - dizem. A palavra de Deus.

E há aqueles que aceitam isso. Alegremente. Porque assim eliminam a necessidade de pensar.

Agora, vamos pensar na morte. Pode haver um motivo justificável para matar? Pense nisso. Descobrirá que não precisa de uma orientação externa, uma fonte superior para lhe dar respostas. Se pensar e descobrir como se sente em relação a isso, as respostas serão óbvias e você agirá de acordo com elas. Isso é chamado de agir sob a sua própria orientação.

Há uma diferença entre o ato de matar e o assassinato?

O estado gostaria de fazê-lo acreditar que matar para cumprir uma agenda política é perfeitamente justificável. De fato, o estado precisa que você aceite a sua palavra a esse respeito para existir como uma instituição de poder. As religiões gostariam de fazê-lo acreditar que matar para revelar, difundir e impor a sua verdade particular é perfeitamente justificável. De fato, as religiões exigem que você aceite a sua palavra a esse respeito para existir como instituições de poder. A sociedade gostaria de fazê-lo acreditar que matar para punir aqueles que cometem certas ofensas (que mudaram ao longo dos anos) é perfeitamente justificável. De fato, a sociedade precisa que você aceite a sua palavra a esse respeito para existir como uma instituição de poder.

Você considera essas posturas corretas? Aceitou a palavra de outrem a esse respeito? O que o seu EU tem a dizer? Não existe "certo" ou "errado" nessas questões. Mas com suas decisões você desenha a imagem de Quem É. De fato, com suas decisões os estados e as nações já desenharam essas imagens.

Com suas decisões as religiões criaram impressões indestrutíveis. Com elas as sociedades também produziram suas auto-imagens.

Você está satisfeito com essas imagens? São essas as impressões que deseja criar? Essas imagens representam Quem Você É?Seja cauteloso com essas perguntas. Elas podem exigir que você pense.

Pensar e fazer julgamentos de valor é difícil. Isso o leva à pura criação, porque muitas vezes terá de dizer: "Eu não sei. Simplesmente não sei." Ainda assim, terá de decidir e, portanto, de escolher. Terá de fazer uma escolha arbitrária. A escolha - uma decisão que não surge de um conhecimenfo pessoal anterior - é chamada de pura criação. E o indivíduo está muito consciente de que tomando essas decisões o EU é criado.

A maioria de vocês não se interessa por esse trabalho tão importante. Prefere deixá-lo para outras pessoas. E por isso vocês não criam a si próprios, mas são criaturas caracterizadas por hábito - criadas por outras pessoas. Então, quando as outras pessoas lhe dizem como deveria sentir-se, e isso vai totalmente contra o que sente - você experimenta um grande conflito interior. Algo em seu íntimo lhe diz que aquilo que as outras pessoas disseram não corresponde a Quem Você É. E agora? O que deve fazer? Sua primeira atitude é procurar os seus beatos - as pessoas que o colocaram nessa situação. Procura padres, rabinos, pastores e mestres e eles lhe dizem para parar de ouvir o seu Eu.

Os piores deles tentarão assustá-lo para que negue o que sabe intuitivamente. Eles lhe falarão sobre o demônio, Satanás, os maus espíritos, o inferno, a condenação e todos os temores em que possam pensar para fazê-lo ver que aquilo que sentia e sabia intuitivamente era errado, e que o único modo de encontrar algum conforto é aceitar a teologia deles, os pensamentos, as idéias, as definições de certo e errado e o conceito deles a respeito de Quem Você É. A sedução aqui é que tudo que você tem de fazer para obter aprovação imediata é concordar. Concorde e a obterá. Alguns até mesmo irão cantar, dançar, erguer os braços e gritar aleluia!

E difícil resistir a isso. Tanta aprovação, tanto júbilo porque você viu a luz; foi salvo. A aprovação raramente acompanha as decisões interiores. As celebrações raramente se seguem à escolha de aceitar a verdade pessoal. De fato, ocorre exatamente o contrário. As outras pessoas podem não só deixar de celebrar a sua decisão de aceitar a sua verdade pessoal, como também expô-lo ao ridículo. O quê? Você está pensando e decidindo por si mesmo? Está seguindo os seus próprios padrões, fazendo os seus próprios julgamentos de valor? Afinal de contas, quem pensa que é?

E é exatamente a essa pergunta que você está respondendo.

Mas você deve fazer o trabalho sozinho. Sem recompensa ou aprovação, talvez até mesmo sem que seja notado. E então você faz uma pergunta muito boa. Porque continuar? Por que começar a trilhar esse caminho? Que benefício isso trará? Qual é o incentivo? Qual é o motivo?

O motivo é ridiculamente simples: NÃO HÁ OUTRA SAÍDA.

O que quero dizer com isso é que você não tem outra escolha. De fato, há outra atitude que possa ter. Fará o que está fazendo pelo restante da sua vida - como fez desde que nasceu. A única dúvida é se o fará consciente ou inconscientemente.

Veja bem, você não pode desistir da jornada. Começou-a antes mesmo de nascer. Seu nascimento é apenas um sinal de que a jornada começou. Portanto, a pergunta não é: "Por que começar a seguir esse caminho?" Você já começou a segui-lo. Fez isso com o primeiro batimento do seu coração. A pergunta é: "Desejo seguir esse caminho consciente ou inconscientemente? Como a causa de minha experiência, ou o seu efeito?"

Durante a maior parte de sua vida você viveu sob o efeito de suas experiências. Agora está sendo convidado a ser a causa delas. Isso é conhecido como viver com consciência, caminhar com consciência.

Como eu disse, agora muitos de vocês percorreram uma grande distância, progrediram muito. Então você não deveria achar que depois de todas essas vidas "só" chegou até aqui. Alguns de vocês são criaturas muito evoluídas, extremamente conscientes de seus EUs. Você sabe Quem É e o que gostaria de tornar-se. Além disso, sabe como ir daqui para lá. Isso é um ótimo sinal. Uma indicação certa do fato de que agora lhe restam muito poucas vidas.

Até pouco tempo atrás tudo que você queria era permanecer aqui. Agora tudo que quer é partir. Este é um ótimo sinal. Até pouco tempo atrás você matava seres - insetos, plantas, árvores, animais, pessoas - agora não pode matar coisa alguma sem saber exatamente o que está fazendo, e por qual motivo. Este é um ótimo sinal.


O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se insisto em repetir para mim mesmo que não posso fazer uma determinada coisa, é possível que acabe me tornando realmente incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo (Gandhi)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Quarto Caminho - Lições de Gurdjieff

É um sistema cosmológico e psicológico elaborado por dois pensadores russos no início do século XX: G. Gurdjieff e P. Ouspensky, cujas raízes procedem das antigas tradições e ensinamentos orientais. Os principais elementos da escola do quarto caminho são a CONSCIÊNCIA e a AUTO-LEMBRANÇA.

É um caminho de auto-desenvolvimento, uma maneira de aprender sobre nós mesmos e de mudarmos a nós mesmos. E, esperançosamente, um caminho para Deus ou o que quer que seja após esta vida.

O nome "quarto" caminho implica que existem três outros caminhos:

• O "primeiro caminho" refere-se aos sistemas ou métodos que são principalmente físicos, o caminho do domínio do corpo físico; é o chamado "caminho do faquir".

• O "segundo caminho" para aqueles que são principalmente emocionais, é a via da devoção, do sacrifício religioso e da fé; é o "caminho do monge".

• O "terceiro caminho" para àqueles que são intelectuais, é a via do conhecimento; o "caminho do iogue".

• O "quarto caminho" é uma combinação de todos estes caminhos, são para os que querem permanecer no mundo, sem pertencer ao mundo, para os que buscam um estado de consciência mais elevado. Gurdjieff, assim como o Buda, afirma que a maioria das pessoas estão "adormecidas", vivendo uma vida de reação automática a estímulos externos. O caminho para a libertação, para o "despertar", não está nas noções convencionais de vida virtuosa, mas num programa intencional de autotransformação.

A linha de trabalho difundida por Gurdjieff é conhecida como o QUARTO CAMINHO, provavelmente é o caminho mais difícil a ser seguido, uma vez que nos é imposto praticá-lo em meio a vida cotidiana - no dia-a-dia, sem renunciar ao mundo. No Quarto Caminho é importante manter uma relação ativa e direta de comprometimento com as circunstâncias variáveis da vida, que nunca são fixas e habituais. Deve-se ter capacidade de adaptação às diferentes condições da vida pondo em prática todos os conhecimentos do Trabalho Em Si.

AUTO-OBSERVAÇÃO e LEMBRANÇA DE SI são chaves para a evolução neste caminho. O homem do Quarto Caminho deve estar conectado, sintonizado com a vida. Deve realmente compreender o significado de ESTAR NO MUNDO SEM SER DO MUNDO. Deve entender que o melhor caminho é o caminho do meio, do centramento, do alinhamento dos centros (físico, energético, emocional e intelectual), da harmonização entre o interno e o externo, e aceitar o convite para o verdadeiro DESPERTAR, permitindo assim a manifestação do EU SUPERIOR.

LEMBRAÇA DE SI MESMO
A auto-lembrança é um estado de consciência no qual estamos atentos ao que estamos fazendo. Usualmente esquecemos de nós mesmos. Ficamos absorvidos pelo que estamos fazendo. Por exemplo, entramos no nosso carro e damos a partida, então, esquecemos de nós mesmos, (talvez relembrando algum acontecimento passado). Somente quando já estamos em casa é que nos lembramos de nós mesmos novamente. Você "descobre" então que esteve "dormindo" enquanto dirigia para casa. A auto-lembrança não é uma atitude intelectual, mas uma maneira de ser nós mesmos, de observação de nós mesmos. A auto-lembrança é freqüentemente acompanhada de um sentimento de estranheza, como se estivéssemos vendo as coisas pela primeira vez. A auto-lembrança é importante no quarto caminho porque é uma modo de romper o ciclo mecânico no qual vivemos. Uma das máximas da auto- lembrança é: "Onde quer que se esteja, o que quer que se faça, lembrar-se da própria presença e reparar sempre no que se faz". A consciência objetiva é a meta, a culminância da auto-lembrança.

Um dos principais objetivos do "trabalho" é a mudança do nosso "nível de ser" através do autoconhecimento. Sem autoconhecimento não podemos ter metas sobre nós mesmos em relação a mudança de nosso ser. O verdadeiro autoconhecimento é diferente das idéias e quadros imaginários que fazemos a respeito de nós mesmos e só pode surgir através de muita auto-observação pessoal. Isso significa que temos que ver como falamos, agimos, quando temos emoções negativas, quando e com que estamos nos identificando, quando mentimos e também, conhecer nossas formas particulares de imaginação.

Resumindo: temos que observar as coisas que nos mantêm "adormecidos" e nos impedem de "acordar". Despertar do sono é o mais alto objetivo do "trabalho" no Quarto Caminho. Só o homem desperto é senhor de si mesmo.

PARA REFLETIR
“O primeiro traço característico dos grupos, seu traço mais essencial, que estes não são constituídos de acordo com o desejo ou preferências de seus membros”. Os grupos são constituídos pelo Mestre, que do ponto de vista de suas próprias metas, escolhe os tipos de homens capazes de se tornarem úteis uns aos outros. NENHUM TRABALHO DE GRUPO É POSSÍVEL SEM UM MESTRE. E o trabalho de grupo sob um mau mestre só pode produzir resultados negativos.

O segundo traço importante do trabalho dos grupos é que estes podem estar em relação COM ALGUMA META DAS QUAIS OS QUE COMEÇAM O TRABALHO NÃO PODERIAM FAZER A MÍNIMA IDÉIA E ESTA NÃO LHES PODE SER EXPLICADA ANTES QUE TENHAM COMPREENDIDO A ESSÊNCIA, OS PRINCÍPIOS DO TRABALHO E TODAS AS IDÉIAS QUE A ELE ESTÃO LIGADAS. Mas a meta em direção à qual vão e a que servem sem conhecer é o princípio de equilíbrio sem o qual seu trabalho não poderia existir.

A PRIMEIRA TAREFA É COMPREENDER ESSA META, ISTO É A META DO MESTRE. Quando tiverem compreendido essa meta - embora, no início, isto só possa ser feito parcialmente - seu próprio trabalho tornar-se-á mais consciente e, por conseguinte, poderá dar melhores resultados. Mas, como já disse, acontece muitas vezes que a meta do Mestre não pode ser explicada no início.

(Extraído de: "Fragmentos de Um Ensinamento Desconhecido", P. D. Ouspensky)

domingo, 12 de dezembro de 2010

O que é Eneagrama?

O Eneagrama (do grego Ennea = nove e grammos = figura ou desenho) é um antigo sistema de sabedoria, criado há cerca de 2500 anos (autores situam sua origem entre 3.500 e 2.000 anos atrás), provavelmente no Egito. Seu conhecimento foi mantido sigiloso durante muitos séculos.
Este sistema descreve a queda e a ascensão possível da consciência humana, segundo nove padrões. Mais especificamente, descreve como, segundo nove padrões, a perda de virtudes humanas gera paixões ou vícios emocionais; como a perda de Idéias Superiores cria fixações mentais; e como a perda do Instinto Puro leva à construção de estratégias instintivas de sobrevivência em três âmbitos: auto-preservação, social e sexual (chamados de subtipos ou variantes instintivas, conforme o autor).

De acordo com o eneagrama, todos nós temos um pouco de cada uma delas, de acordo com a situação. Entretanto, cada um de nós escolheu e desenvolveu uma delas como espada. Cada pessoa, assim, pode possuir traços dos nove pontos do Eneagrama, mas possui apenas um Tipo, que não muda. Existe, entretanto, evolução dentro de cada Tipo, em seus diferentes níveis de desenvolvimento e consciência.

Muitas pessoas que conhecem o Eneagrama concluem que ele é um sistema altamente profundo e preciso na descrição de comportamentos humanos. Mais do que uma tipologia, o Eneagrama é um mapa que mostra caminhos possíveis da evolução de nossa consciência, ou seja, da superação da paixão e da fixação de nosso tipo no Eneagrama.

Com o tempo, o Eneagrama vem se tornando mais conhecido por muitas pessoas e aplicado com sucesso por pessoas, grupos e importantes organizações. Quando bem aplicado, este sistema promove aceitação própria e aceitação mútua e orienta pessoas em seus caminhos de desenvolvimento pessoal, profissional e espiritual.

Existem inúmeros testes de Eneagrama formulados por diferentes autores, os quais traçam uma hipótese inicial do tipo. A maior parte das “escolas” de Eneagrama entendem que a identificação do tipo deve ser feita pela própria pessoa, a partir de exercícios de auto-observação.

O eneagrama foi uma idéia originalmente trazida por G. Gurdjieff para o Ocidente (principalmente França e Alemanha), após 20 anos de peregrinação pelo Oriente. Mais que trazer uma visão dos tipos humanos representa um esquema para a compreensão de todos os fenômenos envolvendo a humanidade. Em 1970, o Eneagrama foi transmitido por Oscar Ichazo para um grupo de pessoas recrutadas principalmente pelo Psiquiatra Chileno Claudio Naranjo e reunidas na cidade de Arica, no Chile. Claudio Naranjo e outros participantes deste grupo transmitiram este conhecimento para outras pessoas nos Estados Unidos e em centros específicos da América do Sul. Diversos estudos e escolas de Eneagrama surgiram e passaram a explorar este conhecimento antigo e desenvolvendo aplicações bem sucedidas na Psicologia, na Espiritualidade, no mundo dos negócios, nas artes e em diversos outros campos do conhecimento.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Seis Sigma: uma estratégia de qualidade para melhorar resultados

Estratégia Seis Sigma é uma extensão dos conceitos da Qualidade Total com foco na melhoria contínua dos processos, iniciando por aqueles que atingem diretamente o cliente. A estratégia Seis Sigma não é uma proposta inovadora. Ela aproveita todas as iniciativas de qualidade que estão em andamento ou que já foram implantadas na instituição, harmonizando-as e estabelecendo metas desafiadoras de redução de desperdício.


O fascínio e a cobiça que a estratégia Seis Sigma gera são decorrentes dos resultados financeiros. No Brasil, seguindo essa tendência, registram-se iniciativas na Brahma, Belgo Mineira, Gerdau, Maxion, Votorantim Cimentos, América Latina Logística, Líder Táxi Aéreo, Tupy Fundições, Fiat Automóveis, Kodak e Mangels.

Embora os resultados divulgados sejam de grandes empresas, a filosofia que sustenta o Seis Sigma é a da melhoria contínua e pode ser aplicada a empresas de todos os tamanhos, nos vários ramos de prestação de serviços ou de manufatura, seja de capital público ou privado.

Soluções personalizadas
A estratégia Seis Sigma considera a natureza do negócio, seu tamanho, suas características específicas e os aspectos culturais e sociais das pessoas que dele participam. Nessa caracterização, são identificadas as lacunas existentes entre as necessidades e desejos dos clientes e as atuais capacidades produtivas. Para cada empresa, são escolhidas as ferramentas da qualidade a serem empregadas, são estabelecidas as metas e quantificados os recursos necessários para atingi-las. Procede-se dessa forma porque, por exemplo, um hospital que atende clientes do SUS, de convênios e particulares tem uma projeção de resultados diferente da de uma siderúrgica ou da de uma empresa de transporte aéreo.

A aplicação da estratégia exige um minucioso diagnóstico e elaboração de um projeto personalizado para a implementação das melhorias. Para uma instituição, a prioridade pode ser, por exemplo, a melhoria na logística, otimizando os processos de transporte, tempo de espera, dimensionamento de estoques, procedimentos de controle e inventário; para outra instituição, o primordial pode ser a melhoria dos processos de transformação; e em outra, a prioridade pode ser o relacionamento com os clientes e a rede de distribuição.

Reduzir o desperdício
Uma preocupação permanente na estratégia Seis Sigma é a redução da quantidade de desperdício, que tecnicamente é denominada de “defeitos”. Na estratégia Seis Sigma, defeito é qualquer desvio de uma característica que gere insatisfação ao cliente (externo ou interno).

O fato de que um processo Seis Sigma equivale à redução de defeitos em produtos ou serviços para um nível de 3,4 defeitos por milhão causa um bloqueio inicial às instituições, que julgam ser praticamente impossível. Todavia, mesmo grandes e famosas empresas que adotaram a estratégia Seis Sigma, como a GE e a Motorola, alcançaram esse nível em alguns de seus processos. A adoção da estratégia as direciona à busca permanente da melhoria nos demais processos.

Ressalte-se que uma empresa que utiliza máquinas sofisticadas, desenvolve processos inteiramente automatizados e fabrica produtos de altíssima precisão e sem defeitos não necessariamente representa uma organização Seis Sigma, se nessa empresa existirem outros processos ineficientes e pessoas descomprometidas. Uma instituição, porém, pode iniciar a estratégia Seis Sigma melhorando alguns processos e convivendo com outros que optar por manter sem alterações devido a limitações de recursos.

Ao adotar o Seis Sigma, uma instituição não precisa obrigatoriamente utilizar esse nome. Muitas instituições adotaram a estratégia Seis Sigma e a chamaram por nomes próprios. Porém, mais importante que o nome é o resultado alcançado.

O ciclo DMAIC
Muitos modelos de melhorias têm como referência o ciclo do PDCA (Plan-Do-Check-Act.), originalmente concebido por Deming. A filosofia desse ciclo é sua aplicação contínua, ou seja, a última etapa de um ciclo determina o início de um novo ciclo. Na estratégia Seis Sigma, o ciclo DMAIC tem as mesmas características. Esse ciclo é formado pelas seguintes etapas:

• “D” DEFINIR. Nesta etapa é necessário definir com precisão:
-as necessidades e desejos dos clientes;
-transformar as necessidades e desejos dos clientes em especificações do processo, considerando a disponibilidade de fornecimento de insumos, a capacidade produtiva e o posicionamento do serviço ou produto no mercado, tendo em conta as ofertas dos concorrentes.

• “M” MEDIR. Nesta etapa é necessário medir com precisão o desempenho de cada etapa do processo, identificando os pontos críticos e passíveis de melhoria. Todas as vezes que ocorrem defeitos no processo ocorrem gastos adicionais de recursos para repor o nível de produção: insumos, tempo, mão-de-obra para executar a atividade. Esses custos precisam ser mensurados.
 
• “A” ANALISAR. Analisar os resultados das medições permite identificar as “lacunas”, ou seja, determinar o que falta nos processos para atender e encantar os clientes. A busca da causa-raiz dos problemas leva ao desenvolvimento de hipóteses e à formulação de experimentos, visando à eficácia dos processos. Para realizar as melhorias nos processos são elaborados projetos ou planos de ação acompanhados de cronogramas, dimensionamento de recursos necessários, custos e retorno do investimento.

• “I” IMPLEMENTAR. O sucesso da implementação das melhorias está relacionado com a forma de venda do plano às pessoas, que deve contemplar a demonstração das vantagens que a mudança vai trazer e, sempre que possível, aproveitar suas contribuições na forma de operacionalizar a estratégia.

• “C” CONTROLAR. O estabelecimento de um sistema permanente de avaliação e controle é fundamental para garantia da qualidade alcançada e identificação de desvios ou novos problemas, os quais devem exigir ações corretivas e padronizações de procedimentos.

Fonte: BLAUTH, Regis . Seis Sigma: uma estratégia para melhorar resultados. FAE BUSINESS. [S.l.], v., n.5, abril de 2003. Disponível em: . Acesso em: 28 maio 2007.